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A Era Vargas

Denominada de Era Vargas, foi este o período em que Getúlio Vargas governou o Brasil durante 15 anos, de 1930 a 1945, onde esta época se tornou um divisor de águas na história do Brasil graças a diversas modificações, econômicas e sociais causadas pelo governante.
Até o ano de 1930 estava em vigor o primeiro período republicano do Brasil, denominada de República Velha, onde esta tinha como base na economia o café e consequentemente vínculos com grandes proprietários de terras, sendo que neste período ocorreu um grande problema aliado juntamente com a Primeira Guerra Mundial e a Depressão de 1929, isto é, de acordo com a política “café-com-leite” havia um revezamento entre os presidentes apoiados pelo PRP (Partido Republicano Paulista) de São Paulo, e o PRM (Partido Republicano Mineiro) de Minas. Neste acordo realizado entre ambos os partidos, ao fim do término de um mandato os presidentes de um mandato, anunciavam um candidato a presidência do outro partido, e outros estados faziam a oposição oficial. O estopim do problema foi no fim do mandato de Washington Luís Pereira de Sousa, pois o PRM indicou para Washington o nome de Antônio Carlos de Andrada (mineiro), entretanto, Luís Pereira defendeu a candidatura de Júlio Prestes (paulista) que defenderia a economia cafeeira durante a crise. Então, como medida o Partido Republicano Mineiro anunciou que iria apoiar o nome da oposição, Getúlio Vargas, onde se aliava com o Rio Grande do Sul e Paraíba.
Júlio Prestes alcançou a Vitório, entretanto, não foi concedida a Aliança Liberal que acusava fraudes eleitorais, então, o Rio Grande do Sul e os estado aliados realizaram uma revolta armada, e para piorar a situação, o candidato a vice presidência de Getúlio Vargas, João Pessoa, foi assassinado em Recife. Tendo com auxílio à morte de seu vice presidente, Getúlio Vargas colocou a culpa na oposição e também a crise causada pela de 1929, fazendo assim com que a indignação aumenta-se, e o Exército que era contra ao governo vigente em outubro de 1930 se mobilizou e contou com os oficiais de alta patente. Então, foi criada uma junta governamental pelos generais do Exército, onde no mês seguinte Washington Luís fugiu e Júlio Prestes obrigado deixar sua cidade natal, deixando o poder nas mãos de Getúlio Vargas.
Em outubro de 1945, o presidente Getúlio Vargas foi tirado por um golpe militar, onde foi conduzido a estar longe de sua cidade e nação, São Borja, entretanto, no fim do ano, em dezembro foram realizadas eleições livres para a presidência e para o parlamento, onde Getúlio Vargas por maior votação seria eleito senador na época. Foi-se então o fim da Era Vargas, porém não de Getúlio Vargas, que no ano de 1951 através do voto popular voltaria à presidência, o PTB o lançou como candidato a presidência, voltando ao poder com grande vitória, e tendo como propostas principais a criação da Eletrobrás para maior desenvolvimento industrial, a criação da Petrobrás para amenizar a importação do produto.
Mas como nem tudo é mar de rosas, novamente Getúlio Vargas deixou o poder, ou melhor, após pressão popular para que o presidente renunciasse a presidência graças ao assassinato do major Rubens Vaz que estava protegendo um jornalista crítico chamado Carlos Lacerda que havia feito uma acusação de que o presidente estava num “mar de lama” (acúmulo de privilégios parentes e aliados), sabendo do risco o jornalista pediu auxilio da Aeronáutica, que no dia do assassinato foi major a vítima. Você deve estar se perguntando o porquê de Getúlio foi pressionado para renunciar o poder, isto ocorreu porque o presidente foi quem tramou o assassinato juntamente com o chefe da guarda presidencial, Gregório Fortunato.
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