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A República Velha

Não ocorrendo alterações no cenário brasileiro com o fim do regime monárquico, a libertação do povo escravo e a constituição republicana de 1891 não tinham como intuito buscar investir em nenhuma forma de projeção tanto econômica quanto social deste povo maltratado. Simultaneamente a república foi marcada com o predomínio das elites agro-exportadoras no poder, sendo que o novo sistema eleitoral havia eliminado o voto no qual apenas os ricos tinham direito, assim seu principal intuito era oferecer ao povo marginalizado o direito do voto. Mas, quem pensa que o voto se tornou algo comum entre a nação engana-se, pois os analfabetos eram proibidos de exercerem este ato, sendo que nesta época não havia condições mínimas de estudo, assim a grande maioria do povo não tinha estudo, portanto, eram analfabetos.
Ainda com a ausência de um poder legislativo para fazer ou decretar leis em relação aos fatores eleitorais consequentemente tornou as primeiras décadas da República em uma época que foi gravemente atingida pela fraude eleitoral. Desta forma, pode-se visualizar que o regime republicano dentro de seus costumes ocasionou em uma crise de reconhecimento oriundo do povo marginalizado, pois era praticamente impossível se sujeitar ao critério dos poderes e obrigações do Estado que não tinha nenhum interesse em relação às demandas daqueles que deveria representar. A partir deste ponto, surgiram diferentes revoltas que se espalharam por todo o território nacional durante a República Velha.
Foi nessa época que o problema de exclusão socioeconômica chegou ao povo da cidade e do campo, onde nas localidades rurais a supremacia de um povo sobre outros da opressão estimulou os camponeses a chegar perto das escolhas oferecidas pelos líderes dos messiânicos. Em relação às situações extremas, os costumes de bandidos denominados de banditismo social instigavam a criação de grupos de cangaceiros para que não fosse reconhecida nenhuma forma de poder. Nos relevos dos centros urbanos era muito visível o problema da exclusão que foi sustentado pelo governo, mesmo estando amarrado às tradições autoritárias e à personalidade conservadora de grandes proprietários. Porém, com a formação da classe operária que foi estimulada pela coletânea de idéias política tanto anarquista quanto socialista, teve grande participação para a formação dos primeiros movimentos de levantes populares e grevistas, como por exemplo, a Revolta da Vacina em 1904.
De modo paralelo a isto, os militares também se organizaram e criou uma classe em volta das manifestações que estavam contra ao domínio oligárquico. Foi no Rio de Janeiro que ocorreu a primeira manifestação, na qual os marinheiros pegaram embarcações oficiais para reclamar os castigos físicos sofridos e baixos salários que foram os principais motivos que influenciaram a Revolta da Chibata em 1910. Na década subsequente, o interesse político dos militares obteve maior comparecimento graças ao movimento tenentista e a formação da Coluna Prestes.
Todas as revoltas e manifestações ocorridas nesta época comprovam a mudança da nação, no qual o Brasil não teve mais seu campo político às localidades rurais e as frequentes crises da economia não aguentava um país fundamentalmente direcionado à agro-exportação. De forma paralela em 1914, o aumento urbano e industrial colocou novos grupos sociais com interesses e demandas políticas próprias.
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