Resumo da Revolta da Balaiada
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Resumo da Revolta da Balaiada

Os primeiros anos da independência política do Brasil, os privilégios e os desmandos que marcaram o passado colonial não foram realmente superados com a independência do país. A Revolta da Balaiada teve seu ápice na província do Maranhão entre os anos de 18238 a 1841, onde recebeu este nome graças ao apelido de um dos lideres do movimento, Manoel Francisco dos Anjos Ferreira, isto é, fazia cestos para objetos, então, era conhecido como “Balaio”.
As causas da Revolta da Balaiada estão relacionadas às condições de opressão e miséria que estavam presentes na população pobre da região. Neste meio tempo, a economia agrária do Maranhão estava em um período não muito bom, isto é, em crise, onde a principal riqueza produzida pela província era o algodão, que estava sofrendo com a grande concorrência no mercado internacional perdendo assim o seu preço e compradores.
Com tudo isso, as camadas sociais que mais sofriam eram os trabalhadores livres, vaqueiros, camponeses, escravos e sertanejos. Muitos fatores contribuíram para o descontentamento popular, como miséria, fome, escravidão e maus tratos, que por fim motivou a mobilização destas camadas sociais para lutar contra estas injustiças. Em termos políticos, a classe média estava insatisfeita, pois havia se ligado aos princípios liberais de organização política. Então, muitos setores da classe média começaram a reivindicar mudanças no controle de eleições locais que favorecia apenas os grandes agrários. Com o intuito de mobilizar as camadas mais pobres, criaram o jornal “Bem-te-vi” que difundia os ideais republicanos.
Após ter sido criada com cautela e ter em mãos o projeto político pronto, a Revolta da Balaiada eclodiu em 1838, onde tomaram a cidade de Caxias, sendo na época uma das mais importantes do Maranhão, além de organizar um governo provisório que seguiu medidas e grande reconhecimento político, como por exemplo, a decretação do encerramento da Guarda Nacional.
Caminhando de maneira tão rápida para a radicalização, a revolta dos balaios teve grande “sucesso” graças a união com o movimento dos escravos fugitivos, criminosos e desordeiros, que como resultado ocasionou cenas de violência e vingança social por toda a cidade. Neste meio tempo, foi que surgiram novos líderes, como o vaqueiro Raimundo Gomes e o líder de um quilombo que continha cerca de três mil escravos fugitivos, o negro Bento.
Esta radicalização da Revolta da Balaiada fez com que a classe média emancipasse do movimento até que algumas medidas foram tomadas para contê-lo. Desta maneira, estes setores apoiaram as forças militares imperiais do Governo central, que ficou sob o comando do coronel Luís Alves de Lima e Silva. Sendo uma revolta bastante violenta, encerrou-se apenas no ano de 1841, onde por fim mais 12 mil sertanejos e escravos foram mortos no combate. Os revoltosos presos foram “perdoados” pelo Imperador Pedro II, e a vitória da Revolta da Balaiada fez com que o coronel Luís Alves Lima e Silva fosse considerado Barão de Caxias pelo Imperador.
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